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Thursday, September 8, 2011

Eu tenho um tio que se chama tio Paulo

É, tio faz parte do nome dele mesmo. Pelo menos pra gente, os sobrinhos. Tio Paulo é uma pessoa divertida e de bem com a vida. Diz a lenda que, quando criança, ele queria conquistar o mundo. Pensava que era super herói e até tentou voar com uma capa de lençol. Pulou de cima de um jambeiro, aquele ficava no fundo do quintal da casa onde ele mora até hoje, lá no Médice. Tio Paulo cresceu, virou adolescente e ficou doidão. Se meteu com gangue e até levou uma facada no pescoço. Isso também faz parte da lenda, mas que ele tem uma cicatriz, ele tem.  E também tem uma tatuagem na perna que até hoje eu não entendi se é um fósforo pegando fogo ou um chafariz. Dúvida cruel. O fato é que o tio Paulo é e sempre foi o melhor tio da face da terra. Fazia altas comemorações de Páscoa na casa dele. Convidava a gente pra comer tartaruga e empinar pipa. Fora as voltas naquele carro esquisito que ele tinha, conversível, que todo mundo olhava.  Eu me lembro que, quando a gente era pequeno, ele foi pra Alemanha passear. Trouxe pra gente um monte de brinquedos diferentes, eu me gabava toda pros meus amiguinhos. Afinal de contas, só eu tinha um tio bacana que foi pra Alemanha. Dessa viagem ele também trouxe pra minha mãe um monte de material de arte. Tintas, pincéis, esquadros e um compasso que se eu não me engano tá aqui dentro da minha bolsa. Se não tiver na minha bolsa, tá na minha gaveta de materiais de desenho. Roubei esse compasso da minha mãe. O tio Paulo sempre foi um exemplo, trabalha bastante, mas nunca tá longe da família. Hoje em dia ele tem dois filhos, o Lui e o Igor. Ele morre de orgulho desses dois, nunca vi uma pessoa tão contente ao falar que o filho chorou quando foi tirar sangue. Apesar de preparar répteis com farofa pros sobrinhos, o tio Paulo gosta muito de animais. Ele tinha um papagaio que chamava o nome dele - ei Paulo! Também já teve iguana, passarinho e sei lá eu quantos mil cachorros. O tio Paulo é a diversão em pessoa, sempre lê e sabe tudo. É um daqueles que tem alma de artista e vive feliz. Eu amo o meu tio Paulo!

 Ali em cima tem o tio Paulo quando pequeno, no barco do vovô.
 Aqui o vovô segurando um tipo de uma onça que ele trouxe pra morar no quintal de casa.
 Ai aqui o vovô e o tio Paulo, com cara de quem vai pular do barco.

Friday, July 29, 2011

As 7 fases de um cabelo ambulante

Resolvi ser a pessoa mais copiona do mundo e imitar a April, cunhada da minha cunhada. Ela fez um post todo lindo falando da evoluçāo do cabelo dela nos últimos 10 anos.

Ai revolvi fazer a mesma coisa. Eu nāo tenho fotos muito antigas assim, digitalizadas e tal. Sou made in Brasil, galere! Camera digital era luxo de patricinha há até alguns anos. Entāo bora lá com o que eu tenho.

Fase 1 - Amei!
Diz a lenda que eu fui pra Florida passear em 2002, logo no primeiro ano da faculdade. Eu e meu cabelo fuá, que era mais ou menos no ombro, cheio daqueles relaxamentos dos mais fortes existentes. Lá uma amiga me levou no salão pra eu  me embelezar (deve ter ficado com do). Quando o cabelereiro perguntou o que eu queria que ele fizesse, eu disse whatever, que ele escolhesse. Antes que eu me arrependesse e voltasse atrás, o homem CHOPT, cortou curtinho. Ele também fez umas high lights e tal e coisa. Resultado: amei! Eu precisava mudar mesmo, nunca tinha pintado o cabelo.



Ficou que nem quando eu era pequena.


Fase 2 - Odiei!
Ai eu voltei das férias e voltei pra tortura da faculdade. Pra quem nāo sabe, estudar arquitetura é sinônimo de zumbinismo (mas eu amava). Você nāo tem tempo pra nada, principalmente em época de entrega de trabalho. O tempo livre é destinado ao banho, duas horinhas de sono e olhe lá! Foi triste, quando dei por mim, meu cabelo tinha crescido, perdido o corte e nāo tinha cabelereiro que acertasse arrumar como eu queria. Conclusāo, pintei meu cabelo mil vezes pra disfarçar as mechas crescidas e só saia de casa de rabo de cavalo.


Nāo achei nenhuma foto dessa fase. 

Fase 3 - Revoltei

Ai teve uma época in my life que eu resolvi curtir mais a vida. Me preocupar menos com a faculdade, passear mais com as friend e tal. Nāo sei onde foi, mas arrumei esse corte meio rock'n roll que ficou bem legal, né? Ai eu me arrumava mais e gastava mais tempo fazendo escova e chapinha todo santo dia. Um suplício, gente! No calor de Belém, naquela umidade maravilhosa que só atrapalhava minha vida. Revoltei, nāo sei porque. Aqui eu também pintava meu hair e muitas vezes saia de casa de rabo de cavalo.

 
 
Foto com algumas friend da faculdade + Pedroco. Todo mundo lindo!

Fase 4 - Escova progressiva, I love you

Terminei a faculdade e me mudei pro Sul. Vocês sabem que as mulheres gaúchas sāo a coisa mais linda, né? Todas as minhas amigas de lá tinham aquele cabelo lindo de comercial, impecável, que quando soltava do rabo de cavalo fazia vrrruuuuuupt!!! E eu no meu fuazāo, que pra pentear fazia creinc creinc. Me senti um patinho feio no meio daquele povo. Um dia tomei coragem e fiz escova progressiva. Meu cabelo ficou liso, gente. Uma lisura bela, chega tinha dia que eu acordava meio confusa falando japonês de tāo liso! Era prático e tinha aquele brilho bonito que nem o cabelo das gaúchas. O problema foi que ele começou a crescer e minha escravidāo à chapinha voltou. A raíz do meu cabelo denunciava meu fake de salāo. Sem pena, cortei o máximo que eu pude e deixei crescer al naturale (inventei isso agora) por algum tempo.


 Logo que eu me mudei pra Porto Alegre.
 
De japonesa. 

Fase 5 - Achei o melhor salāo do mundo!

Eu tinha decidido que nāo ia mais fazer nada no me cabelo, que ia assumir minhas origens e encarar a realidade. Foi entāo que eu conheci o melhor salāo do mundo, o qual nāo me recordo o nome, mas fica lá em Porto Alegre. Tive coragem e fiz de novo a tal da escova progressiva. Meu cabelo ficou lindo. Liiiiindo! Eu quero meu cabelo assim de novo.


Quero meu cabelo assim de novo.

Fase 6 - E agora?

Tive que me mudar pra Sāo Paulo. E agora? O que eu faço? O tratamento no meu cabelo foi saindo e as ondas se aflorando a cada banho. Eu tinha a maior dó do mundo em lavar meu cabelo, sem noçāo! Mas fazer o que, tinha que encarar a realidade de uma vez por todas. Resolvi assumir de vez as ondas e o fuazismo pertencente a minha cabeça. Passei um tempāo sem nenhum tipo de química, encarnei a hippie e deixei meu cabelo ser natural.
Aqui eu já morava nos Estados Unidenses, fase hippie.

Fase 7 – Hoje

Interessante como o estilo do meu cabelo segue minhas mudanças de cidade. Me mudei de Sāo Paulo pra California e moro aqui há quase 2 anos. Desde que eu me mudei pra cá, fui no salāo cortar o cabelo 2 vezes e nunca fiz tratamento nenhum. O clima aqui favorece, por ser mais seco, o cabelo fica aquela belezura! Mês passado maridinho e eu fomos no Brasil passear e eu decidi fazer a tal das Mechas Californianas (que por aqui, ironicamente, se chama Brazilian High Lights). Minha amiga Lala fez uma pesquisa pra mim dos salões mais badalados de Belém e fui surpreendida com absurdo dos preços. Eu sou a pessoa mais penosa do mundo pra gastar dinheiro, sabe. Salva pelo gongo, minha māe arumou um cupom e saiu baratinho. E feinho… a mulher fez de uma cor muito clara… fiquei decepcionada. Cheguei aqui em Modesto e pedi pra minha nova amiga brasileira e cabelereira arrumar. Ai agora eu sou mais ou menos tipo assim que nem tá a foto.
Impossible uma foto do Josh que ele nāo esteja fazendo gracinha.



Qual cabelo vcs gostaram mais? Acho que vou cortar uma franja. O que acham?

Sunday, June 19, 2011

Brasil, junho de 2011

Esse título parece  começo de frase no filme Tropa de Elite




Sabia que desde que eu vim pros Estados Unidos, eu ainda nao tinha voltado pro Brasil? Por favor, nao pensem que eu dei uma de Sol e fiquei fugindo da imigrção. Meus documentos sairam bem rapidinho, não voltei por três motivos básicos:

1. Money, que é good nóis num have!
2. Eu tava trabalhando e não podia tirar férias, já que eu ja tinha pedido folga pra ir pro México em janeiro.
3. Outros. Ha!

Ai, pra completar, surgiu outra oportunidade de emprego. O Josh e eu já haviamos programado uma ida ao Brasil no começo de junho há algum tempo. Então no dia da entrevista (em abril) pro meu novo emprego, quando meu futuro chefe perguntou quando eu gostaria de começar, fui bem franca: só começo se eu tirar folga em junho porque eu preciiiiiiso ir ao Brasil. Acho que eu tava meio bêbada na entrevista, não sei de onde eu tirei coragem pra pedir isso (como se eu bebesse). Deu tudo certo e tiramos 10 dias pra visitar minha família e amigos. Vi meus irmãos, minha mãe querida, meu pai, minha vó Alice, meu vovô, tios, minhas melhores amigas, todo mundo! Todos tão queridos e amados, todos que morro de saudade!


Me recarreguei de brasileiridade, agora ninguem me segura mais! 
Coitados dos gringos, vao ter que se acostumar com meu sangue quente... de alegria.


Tem mais fotos no Fcebook. Vai lá ver! 

Saturday, May 7, 2011

Feliz dia das mães

Pra minha mãe, que é a melhor mãe do mundo.
Pra minha mãe, que é a minha melhor mãe!